O corrico é uma das modalidades mais praticadas por pescadores esportivos, seja em alto mar ou próxima da costa. É a chamada pesca horizontal.

Esse tipo de pescaria se resume, essencialmente, em rebocar na popa do barco, que precisa estar em movimento a pesca com iscas naturais ou artificiais são o que atraem os predadores marinhos encontrados próximos da superfície, como cavalas, atuns, barracudas, xaréus, sororocas, dourados, sailfishs e muitos outros. Embora os peixes sejam ativos durante todo o dia, os melhores e mais produtivos horários para corricar vão das 5 hs às 10 hs da manhã e das 2 hs às 5:30 hs da tarde, ocasião em que eles estão mais próximos da superfície. Normalmente, nesse período das 10 hs às 14 hs, os peixes afundam por causa do sol forte.

No corrico em mar aberto utiliza-se carretilhas, de preferência, sem guias de linha para diminuir o atrito, com capacidade para no mínimo 300 metros de linha 0,50/0,60 mm (40 a 80 lbs), seja de multifilamento ou de monofilamento, o que é suficiente para a captura da maioria dos peixes do litoral brasileiro com peso máximo de até 30 quilos e uma média de 3 a 10 quilos (com exceção dos grandes marlins, albacoras de laje e alguns outros que exigem material mais robusto e técnica específica). Atualmente, as linhas de multifilamento, assim como na pesca vertical, são usadas com excelentes resultados também na modalidade de corrico, principalmente por serem mais resistentes que o nylon (de mesmo diâmetro) e por não terem nenhuma elasticidade, o que aumenta a possibilidade de “ferradas” mais precisas, para melhor eficácia se faz necessária a colocação de um leader de monofilamento de fluocarbono ou mesmo de nylon, de 6  a 10 metros, para camuflar a coloração da linha de multifilamento e diminuir a vibração causada por esta linha, que afasta os peixes da isca. 

O ajuste correto do freio da carretilha (fricção) é de suma importância para evitar que o peixe se solte ainda quando da ferrada na isca. Uma fricção frouxa ou apertada demais vai fazer com que as garatéias não se fixem na boca do peixe ou se abram, respectivamente, ou mesmo estourem a linha, como vários são os relatos de pescadores nesse sentido.

Varas para corrico normalmente têm tamanhos que variam entre 1,60m a 1,80m, sendo recomendável as que têm passadores de roldanas, ao menos o primeiro da ponta da vara e o último. A resistência delas deve estar entre 40 e 80 libras e devem ser de ação rápida a média, ou seja, que envergam do meio para a ponta da vara.

Anzóis

Os anzóis do tipo garateia, que já vêm na isca, são os mais comuns e já dão bons resultados.

Rápido ou devagar?

A velocidade do barco no corrico costeiro deve variar entre 3 e 6 nós, dependendo do peixe que se queira pegar e do tipo de isca usada. Mas a mesma espécie pode atacar em diferentes velocidades, de acordo com o dia, pressão atmosférica, temperatura da água, transparência, etc. Por isso, variar a velocidade periodicamente é recomendável. Mas, em dias nublados ou com água turva, a velocidade do barco deve ser menor.

Isca natural ou artificial?

Como a ideia é apenas arriscar a sorte durante os passeios, nem pensem em levar isca viva ou natural – elas dão mais trabalho. Qualquer isca artificial de barbela, para meia-água, pode ser usada na pesca de corrico, desde que observado se o tamanho da isca é proporcional ao porte do peixe que se pode pegar ali. As mais usadas são as pequenas (entre 6 e 10 cm) e coloridas, em forma de manjuba.

Agora que você já conhece um pouco mais a modalidade de corrico é só se preparar, escolher seus equipamentos e marcar a próxima pescaria!